Campo Grande terá reforço de 22 leitos pediátricos para reduzir pressão nas unidades de saúde

CAPITAL

Campo Grande, 15 de junho de 2026

Ampliação da capacidade de internação busca atender aumento da demanda por atendimento infantil durante o período de doenças respiratórias

A rede municipal de saúde de Campo Grande deverá ganhar um reforço de 22 leitos destinados ao atendimento pediátrico. A medida, anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), tem como principal objetivo ampliar a capacidade de internação e diminuir a sobrecarga enfrentada pelas unidades de urgência e emergência da Capital.

A previsão é que os novos leitos entrem em funcionamento nas próximas semanas, em uma estratégia voltada para enfrentar o aumento dos casos de síndromes respiratórias entre crianças, situação que tradicionalmente se intensifica nos meses mais frios do ano.

Estrutura hospitalar será ampliada

Os novos leitos serão implantados no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, por meio da reativação de uma ala que estava sem utilização. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela administração municipal para garantir maior agilidade na transferência de pacientes pediátricos que aguardam vagas hospitalares.

Segundo a Sesau, a ampliação permitirá desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os Centros Regionais de Saúde (CRSs), que vêm registrando aumento significativo na procura por atendimento infantil.

Município negocia novas vagas em hospitais parceiros

Além da abertura das 22 vagas, a Secretaria Municipal de Saúde também mantém tratativas para ampliar a oferta de leitos em outras instituições hospitalares conveniadas. A proposta é fortalecer a rede de assistência e assegurar maior capacidade de resposta diante do crescimento da demanda.

A meta da prefeitura é ampliar ainda mais a quantidade de vagas disponíveis por meio de parcerias com os governos estadual e federal, buscando garantir atendimento adequado aos pacientes que necessitam de internação.

Demanda aumenta durante o inverno

Nos últimos meses, o aumento dos casos de doenças respiratórias entre crianças tem provocado maior pressão sobre o sistema público de saúde em Campo Grande. A falta de vagas para internação é um problema recorrente durante esse período, levando pacientes a permanecerem por mais tempo nas unidades de pronto atendimento enquanto aguardam transferência para hospitais.

Com a abertura dos novos leitos, a expectativa é de que haja maior rapidez na regulação dos pacientes e uma redução da superlotação enfrentada pelas unidades de saúde da Capital.