Empresas afirmam que mudança nos hábitos de mobilidade reduziu o número de passageiros e agravou a situação financeira do transporte coletivo em Campo Grande.
O Consórcio Guaicurus voltou a justificar a crise financeira enfrentada pelo sistema de transporte coletivo de Campo Grande. Segundo a empresa, o crescimento dos aplicativos de transporte e o aumento do uso de bicicletas como alternativa de deslocamento contribuíram para a queda no número de passageiros, provocando um prejuízo estimado em R$ 20 milhões.
A alegação foi apresentada durante as discussões sobre a situação do transporte público na Capital. De acordo com o consórcio, a redução da demanda comprometeu o equilíbrio econômico do contrato e dificultou a manutenção da operação.
Além da concorrência com novas formas de mobilidade, o consórcio afirma que outros fatores também influenciaram na perda de usuários, entre eles as mudanças provocadas pela pandemia, o crescimento do trabalho remoto e o aumento dos custos operacionais, como combustível, peças e manutenção da frota.
Sistema enfrenta cobranças
Enquanto o consórcio apresenta suas justificativas, passageiros continuam reclamando da qualidade do serviço. Entre as principais queixas estão atrasos, superlotação, redução de linhas, veículos antigos e dificuldades para cumprir os horários.
A Prefeitura de Campo Grande mantém a intervenção no transporte coletivo e busca alternativas para melhorar a prestação do serviço, enquanto acompanha a situação financeira do contrato e avalia possíveis medidas para garantir mais eficiência no sistema.
Debate continua
O futuro do transporte coletivo segue em discussão entre o município, o Consórcio Guaicurus, órgãos de fiscalização e representantes da sociedade. O desafio é encontrar soluções que garantam equilíbrio financeiro ao sistema sem prejudicar os usuários, que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.


